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O protagonismo da tecnologia brasileira no mercado global de pipelines

Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a consolidação de soluções inovadoras para o setor de energia exige uma visão que ultrapasse as fronteiras nacionais e se posicione nos centros globais de decisão. A presença em eventos como a International Pipelines Conference, em Calgary, é fundamental para reafirmar a competência técnica do Brasil perante as grandes empresas do setor. Enquanto o país enfrenta o desafio de expandir suas malhas dutoviárias para escoar o aumento da produção de óleo e gás, tecnologias nacionais de suporte e lançamento de dutos ganham espaço nos Estados Unidos e no mundo árabe, demonstrando que a criatividade brasileira é um ativo estratégico global.

Como a tecnologia brasileira conquistou o reconhecimento internacional?

O sucesso da engenharia brasileira no exterior não é fruto do acaso, mas resultado de um histórico consistente de inovação disruptiva e resiliência empresarial. De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, a conquista do prêmio internacional da ASME, Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos, representou um ponto de inflexão que projetou o Brasil ao topo da cadeia de valor tecnológico. Esse reconhecimento, aliado à concessão de patentes nos Estados Unidos, confere autoridade técnica e abre portas para negociações avançadas com empresas árabes e americanas, permitindo que recordes de tempo e segurança em lançamentos de dutos em túneis sejam superados em solo estrangeiro.

Qual é o impacto da ausência de instituições brasileiras em feiras globais?

A participação limitada de órgãos reguladores e associações brasileiras em eventos internacionais pode enfraquecer a posição estratégica do país no mercado de pipelines. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, é um equívoco que corporações se concentrem apenas no mercado interno quando a capacidade técnica nacional já é reconhecida mundialmente. A ausência de uma presença institucional brasileira mais robusta em Calgary dificulta a integração com novos projetos de infraestrutura subterrânea, essenciais para o desenvolvimento de malhas modernas e eficientes capazes de sustentar futuras rodadas de licitação da ANP.

No mercado global de pipelines, a engenharia nacional ganha reconhecimento estratégico, segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes.
No mercado global de pipelines, a engenharia nacional ganha reconhecimento estratégico, segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes.

Quais são as oportunidades reais nos megaprojetos da América do Norte?

O mercado norte- americano vive um ciclo relevante de investimentos em infraestrutura transcontinental, como o projeto do gasoduto Keystone XL. Com extensão prevista de 1.600 km ligando Alberta ao Texas, a obra, estimada em bilhões de dólares, exige soluções que conciliem eficiência logística e preservação ambiental em áreas sensíveis. Paulo Roberto Gomes Fernandes destaca que a tecnologia de suporte e lançamento é peça-chave em empreendimentos dessa natureza, além de outras oportunidades no Alasca e na Colúmbia Britânica, onde a engenharia de precisão brasileira pode representar o diferencial para o cumprimento de cronogramas rigorosos.

Por que o arrojo empresarial é o motor da expansão internacional?

A decisão de estabelecer presença física em polos como Houston, mesmo em períodos de incerteza econômica global, demonstra confiança no caráter inovador dos produtos nacionais. Na visão de Paulo Roberto Gomes Fernandes, esse movimento permitiu que a tecnologia de lançamento de dutos, já testada com sucesso em túneis da Petrobras, fosse apresentada como uma das soluções mais eficientes do mercado mundial. A capacidade de competir com players globais sem subsídios governamentais reforça a mensagem de que competência técnica e solidez financeira são pilares da internacionalização da marca Brasil no setor de óleo e gás.

Perspectiva estratégica: fincando a bandeira brasileira no futuro

A continuidade da presença em fóruns internacionais é o que assegura que as inovações brasileiras deixem de ser pontuais e passem a constituir referência para a infraestrutura global. Em 2026, a tecnologia nacional de pipelines tende a se tornar cada vez mais associada aos grandes projetos de integração energética. Nesse contexto, manter um estande exclusivo nas próximas edições da IPC Calgary representa uma decisão estratégica relevante, capaz de reforçar a imagem do Brasil como exportador de inteligência e soluções seguras para o transporte de energia.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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