Vini Jr. salvou o empate num golaço, mas o 1 a 1 no MetLife Stadium mostrou fragilidades que preocupam antes do confronto com o Haiti.
A estreia era para ser festa. O Brasil entrou em campo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na tarde do sábado dia 13 de junho, diante de 80 mil torcedores, carregando o peso de uma nação inteira que espera pelo hexacampeonato há 24 anos. O resultado, porém, não correspondeu à expectativa. Brasil e Marrocos empataram em 1 a 1 na estreia da Copa do Mundo 2026. Saibari abriu o placar para o Marrocos e Vini Jr. empatou com um golaço, ainda no primeiro tempo. O empate, frio na tabela, deixou o Grupo C embolado e reacendeu uma dúvida que já vinha sendo debatida nas semanas de preparação: esta seleção, comandada por Carlo Ancelotti, tem o que é preciso para disputar o título? Aqui Esportes
A expectativa antes do confronto era de um jogo difícil. O Brasil ocupa o sexto lugar no ranking da Fifa, enquanto o Marrocos aparece logo atrás e vem de uma semifinal na última Copa do Mundo, no Catar. Ainda assim, o desempenho da primeira etapa foi abaixo do esperado, com uma equipe que errou demais e cedeu espaço para os africanos durante a maior parte do jogo. Agência Brasil
Como foi o jogo e o que preocupou
A equipe africana começou melhor a partida, dominando as ações e abrindo o placar aos 21 minutos, com Ismael Saibari. A seleção brasileira se recuperou e conseguiu o empate minutos depois, aos 32, em grande lance de Vinicius Júnior. O gol de Vini foi genuinamente bonito e funcionou como um respiro emocional para o torcedor, mas não escondeu as dificuldades que a equipe enfrentou no primeiro tempo. Olympics
O Brasil começou a partida sendo dominado pelo Marrocos. A equipe africana dominou grande parte do 1º tempo criando chances de gol desde cedo. O primeiro gol saiu após erro de passe de Ibañez, quando Mazraoui achou Brahim Díaz, que deu passe para Saibari sair na frente de Alisson. Os erros individuais e a falta de controle de bola foram os pontos mais preocupantes. A posse de bola ficou parelha ao final: 51% para o Brasil e 49% para o Marrocos. Foram 12 finalizações da seleção canarinho, sendo cinco no alvo, e 14 do time marroquino, sendo três no gol. No segundo tempo, a equipe melhorou com as substituições, mas não criou o suficiente para buscar a virada. Diário do NordesteOlympics
O que Ancelotti e os jogadores disseram
O próprio técnico admitiu as limitações da apresentação. “Teve um pouco da ansiedade. No primeiro tempo eles pressionaram e fizeram transições perigosas. Mas poderíamos ter tido mais controle”, resumiu Ancelotti, que também reconheceu: “Esperávamos começar melhor a Copa.” A declaração honesta do treinador reforçou a percepção de que a equipe não executou o plano de jogo idealizado para a partida, especialmente no primeiro tempo. Gazeta do Povo
Após o empate na estreia, o Brasil volta a campo pelo Grupo C da Copa do Mundo na próxima sexta-feira (19), às 21h30, quando enfrenta o Haiti na Filadélfia. O adversário é teoricamente mais acessível, o que torna o jogo um teste de reação: depois de um resultado abaixo das expectativas, a resposta do grupo em campo dirá muito sobre o que a seleção tem condições de entregar no torneio. CNN Brasil
A torcida brasileira já viveu mais de dois anos esperando por esta Copa. A classificação para a fase de grupos está longe de ser ameaçada, mas o empate com Marrocos acendeu uma luz amarela. O Brasil precisa mostrar consistência, volume de jogo e uma defesa mais organizada antes que o nível de dificuldade aumente nas fases eliminatórias. Vini Jr. mostrou que pode decidir, Raphinha criou oportunidades, mas a equipe como um todo ainda precisa encontrar o seu melhor futebol. Há tempo para isso, desde que o recado do empate seja ouvido dentro do grupo de Ancelotti.
Fontes: Agência Brasil | CNN Brasil | Olympics.com | Aqui é Esportes
Autor: Diego Rodríguez Velázquez




