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Manutenção preventiva de redes: o trabalho invisível que evita rompimentos

A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento está por trás de um trabalho que a maioria dos moradores nunca percebe: a manutenção preventiva e constante de redes de água e esgoto, que evita rompimentos antes que eles aconteçam. Equipes de campo percorrem quilômetros de tubulações, válvulas e conexões para identificar sinais de desgaste antes que se transformem em problemas maiores. 

Diferenciar manutenção corretiva, preventiva e preditiva ajuda a entender a lógica desse trabalho. A corretiva age somente depois que a falha já ocorreu, a preventiva segue calendários fixos de inspeção independentemente do estado real do equipamento, e a preditiva usa dados de sensores para prever o momento exato de uma possível falha.

Manutenção corretiva, preventiva ou preditiva: qual a diferença?

Aplicar o modelo certo para cada trecho da rede depende de diversos fatores, como criticidade da tubulação, histórico de falhas e custo de eventual interrupção do serviço para a população atendida, já que nem toda rede justifica o investimento em sensores e monitoramento contínuo.

Redes de saneamento básico costumam combinar os três modelos, reservando a manutenção preditiva, mais tecnológica e mais cara, para trechos críticos, enquanto a manutenção preventiva tradicional segue sendo aplicada na maior parte da malha de tubulações espalhadas pelo país.

Na avaliação da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, empresa especializada em soluções para saneamento básico, inspecionar tubulações antes que apresentem falhas é sempre mais barato do que reparar um rompimento já em andamento.

Registrar o histórico de cada trecho de rede em sistemas de gestão de ativos também ajuda equipes de manutenção a priorizar intervenções, direcionando recursos limitados para os pontos com maior probabilidade de falha, em vez de tratar toda a malha de forma uniforme.

As causas mais comuns de falhas em tubulações antigas

Raízes de árvores que crescem em direção a tubulações antigas ganham destaque como causas mais comuns de rompimentos silenciosos, já que conseguem se infiltrar por pequenas rachaduras e, com o tempo, ampliar consideravelmente o dano até comprometer toda a estrutura do cano.

Corrosão, desgaste natural do material ao longo de décadas de uso e movimentação do solo causada por obras próximas também contribuem para o enfraquecimento progressivo de redes antigas, muitas delas instaladas há mais de quarenta anos em diversas cidades brasileiras.

Parcerias entre prestadoras e prefeituras para compartilhar informações sobre obras viárias planejadas também ajudam a evitar danos acidentais a redes de água e esgoto durante intervenções realizadas por outras concessionárias ou órgãos públicos na mesma região.

Prestadoras de saneamento, entre elas a EBS, mantêm cronogramas regulares de inspeção visual e funcional de tubulações, válvulas e conexões, buscando identificar sinais de desgaste antes que se transformem em falhas mais graves e mais custosas de reparar.

EBS Empresa Brasileira De Saneamento Ltda
EBS Empresa Brasileira De Saneamento Ltda

O trabalho de campo que raramente aparece para o público

Vazamentos não detectados a tempo também contribuem para o desperdício de água tratada, problema que se soma às perdas comerciais e de gestão já registradas em boa parte das prestadoras brasileiras, reforçando a importância de rotinas de inspeção bem estruturadas.

Treinar continuamente as equipes responsáveis por esse tipo de inspeção também influencia diretamente a qualidade do serviço prestado, já que identificar sinais sutis de desgaste exige experiência acumulada ao longo de anos de trabalho em campo.

Tecnologias como vídeo inspeção robotizada e georadar permitem identificar falhas estruturais dentro de tubulações sem necessidade de escavação, reduzindo o transtorno para moradores e o custo de intervenções que antes exigiam abrir ruas inteiras apenas para localizar um vazamento.

Limpeza periódica de caixas de gordura, poços de recalque e trechos com maior acúmulo de sedimentos também compõe a rotina de manutenção preventiva, trabalho que geralmente passa despercebido pela população, mas que evita boa parte dos entupimentos registrados em redes urbanas de esgoto.

Equipes de manutenção também precisam lidar com condições variadas de acesso, já que parte da rede de saneamento básico passa por áreas de difícil acesso, terrenos irregulares ou vias urbanas de tráfego intenso, o que exige planejamento cuidadoso para reduzir o impacto das intervenções sobre o cotidiano da população.

Investimento que compensa no longo prazo

Um município que passou a investir de forma sistemática em reparos antecipados de rede de esgoto registrou redução de aproximadamente 25% nas demandas por vazamentos e obstruções em um único ano, resultado que ilustra o potencial de economia da manutenção preventiva bem estruturada.

Do ponto de vista de equipes técnicas de campo, caso das que atuam junto à EBS, cada quilômetro de rede inspecionado preventivamente representa risco reduzido de interrupção inesperada do serviço para a população atendida.

Ampliar esse tipo de rotina para redes mais antigas e menos monitoradas segue como desafio relevante para prestadoras de todos os portes, especialmente em municípios menores com equipes técnicas reduzidas. Investir em manutenção preventiva deve continuar sendo uma das formas mais eficazes de reduzir rompimentos e vazamentos nas redes de saneamento básico brasileiro. 

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