Como pós-graduado em geriatria, o doutor Yuri Silva Portela acompanha uma perspectiva de cuidado que considera a qualidade de vida na terceira idade para além do controle de doenças. Envelhecer com bem-estar também envolve preservar autonomia, manter a mobilidade, cultivar vínculos, cuidar da saúde emocional e adotar medidas preventivas. Esses cinco aspectos estão relacionados e podem influenciar diretamente a forma como a pessoa conduz sua rotina e participa da vida em comunidade.
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Autonomia e movimento fazem diferença no cotidiano, destaca o Doutor Yuri Silva Portela
A autonomia está entre os elementos que mais interferem na percepção de bem-estar durante o envelhecimento. Poder escolher como organizar a própria rotina, participar de decisões e realizar atividades compatíveis com as próprias condições ajuda a preservar a sensação de independência. Quando alguma tarefa se torna mais difícil, adaptações podem permitir que a pessoa continue participando das decisões que dizem respeito à sua vida.
A mobilidade também está diretamente ligada a essa autonomia. Caminhar, levantar-se, realizar tarefas domésticas e deslocar-se com segurança são capacidades que favorecem a participação no cotidiano. Por isso, atividades físicas adequadas à condição individual podem contribuir para preservar força, equilíbrio, flexibilidade e disposição, sempre considerando os limites e as necessidades de cada pessoa.
Na avaliação do envelhecimento, o Doutor Yuri Silva Portela considera a geriatria como uma área que permite observar essas diferentes dimensões do cuidado. A atenção não precisa se concentrar exclusivamente em uma doença ou limitação, mas pode considerar como diferentes fatores interferem na funcionalidade e na independência. Essa abordagem ajuda a direcionar os cuidados para aquilo que realmente impacta a rotina.
Convivência e saúde emocional também importam
A qualidade de vida na terceira idade também depende das relações construídas ao longo do tempo. Mudanças familiares, aposentadoria, perda de pessoas próximas e redução das atividades sociais podem modificar a rotina e diminuir as oportunidades de convivência. Manter contato com familiares, amigos, vizinhos e grupos comunitários pode ajudar a preservar vínculos e criar oportunidades de participação.

O Doutor Yuri Silva Portela pontua que a saúde emocional merece atenção, porque alterações de humor, sentimentos persistentes de solidão ou perda de interesse pelas atividades habituais podem afetar a disposição para cuidar da própria saúde. Ter espaços para conversar, participar de atividades coletivas e manter interesses pessoais pode favorecer uma rotina mais ativa. O cuidado, nesse sentido, também passa pela escuta e pela percepção de mudanças comportamentais.
Prevenção e rotina de cuidados sustentam o envelhecimento
Outro aspecto importante é a prevenção. Consultas periódicas, acompanhamento de condições de saúde, vacinação, atenção à alimentação, sono adequado e identificação precoce de alterações podem fazer parte de uma rotina de cuidados. O objetivo não é transformar o envelhecimento em uma sequência de exames, mas acompanhar mudanças e tomar decisões antes que determinadas dificuldades comprometam significativamente a vida cotidiana.
A alimentação também precisa ser observada de acordo com as características de cada pessoa. Alterações no apetite, dificuldades de mastigação, mudanças na capacidade de preparar refeições e determinadas condições de saúde podem modificar as necessidades alimentares. Em razão disso, orientações individualizadas são mais adequadas do que considerar uma única recomendação válida para todas as pessoas idosas. A avaliação desses fatores pode ajudar a identificar adaptações necessárias para que a alimentação continue adequada e compatível com a rotina.
Como enfatiza o Doutor Yuri Silva Portela, a qualidade de vida não significa eliminar todas as limitações que podem surgir com o passar dos anos. Significa encontrar formas de preservar capacidades, adaptar atividades e manter participação naquilo que possui significado para cada indivíduo. Nesse processo, família, profissionais de saúde e comunidade podem desempenhar papéis complementares, contribuindo para que o envelhecimento seja acompanhado com atenção às necessidades concretas da pessoa.



